Dólar Hoje

Dólar fecha com a maior alta das últimas seis semanas

Em dia de divulgação do PIB norte-americano, a moeda encerrou o pregão com uma valorização de 0,79%, negociada a R$ 4,09

São Paulo — O dólar teve nesta sexta-feira a maior alta em seis semanas, fechando na casa de 4,09 reais, com operadores replicando os ganhos da moeda no exterior em dia de dados positivos nos Estados Unidos.

Tuntum News 21 de dezembro de 2019

A divisa negociada no mercado à vista ganhou 0,79%, a 4,0949 reais na venda. É o maior patamar desde o último dia 13 (4,1086 reais na venda) e a mais forte alta percentual diária desde 8 de novembro (+1,83%).

Na semana, o dólar caiu 0,3%, a terceira semana consecutiva de baixa, o que não era visto desde junho. Na B3, o dólar futuro se apreciava 0,68%, a 4,0985 reais, enquanto no exterior o índice do dólar contra uma cesta de moedas subia 0,32%, para máximas em cerca de duas semanas.

Numa postura mais defensiva, o mercado acelerou as compras de dólares na parte da tarde, quando a liquidez tradicionalmente se reduz, movimento ainda mais claro nesta sessão por ser a sexta-feira que antecede o Natal.

Tampouco ajudou informação de que a avaliação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro e a desaprovação à sua maneira de governar aumentaram, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira.

A força do dólar nesta sessão foi respaldada por dados firmes nos Estados Unidos, que corroboraram cenário de que a maior economia do mundo segue mais atrativa para investimentos em relação a outras –o que por tabela reduz o apelo para fluxo de capital à classe de emergentes, mais arriscada.

De toda forma, a expectativa é que o dólar mantenha algum viés de baixa no Brasil, depois de em novembro ter se aproximado de 4,30 reais.

O Bulltick Capital Markets, banco de investimento especializado em América Latina, calcula que o valor “justo” para o dólar está atualmente em 3,80 reais. A favor da moeda doméstica, estrategistas do banco citam uma “potente” combinação de inflação baixa e juro na mínima histórica, com uma “economia em crescimento”.

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