PGJ prorroga investigação contra Maninho por contratos com empresa de fachada

A PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) decidiu prorrogar no início deste mês, por mais 90 dias, o procedimento investigatório criminal que apura possíveis irregularidades na contratação da Ipiranga Empreendimentos e Locação Ltda pela gestão do prefeito Maninho (PDT) em Alto Alegre do Maranhão.

Instaurada no âmbito da Assessoria Especial de Investigação desde o dia 14 de dezembro do ano passado, a apuração é baseada em levantamento do MPC (Ministério Público de Contas) do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, que aponta a Ipiranga como empresa de fachada.

Sendo o Parquet de Contas, ao custo R$ 1,3 milhão, a prefeitura de Alto Alegre do Maranhão firmou com a Ipiranga contratos de locação de 48 veículos ao município, sendo 35 carros do tipo passeio e outros 13 para transporte escolar. Levantamento na base de dados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), porém, revelou que a Ipiranga Empreendimentos sequer possui um único veículo de sua propriedade.

Além disso, pesquisas ao histórico da empresa apontaram que ela sofreu ao menos três alterações no seu quadro societário, sendo que nenhum de seus sócios fundadores permaneceu no quadro. Também houve mudança no local da sede da empresa várias vezes nos últimos anos, tendo pulado de endereço entre as cidades de Santa Inês, Vargem Grande e Nina Rodrigues.

Esse tipo de rotatividade de sócio e de endereço, segundo as investigações, é típico de empresas fraudulentas.

Procurada pelo ATUAL7 desde o início das investigações, a prefeitura de Alto Alegre do Maranhão até hoje não retornou o contato.

Em defesa à corte de Contas, no bojo de representação feita naquele tribunal, Maninho confessou que a empresa não possui veículos, confissão também feita ao ATUAL7 por Tiago Robson de Carvalho Lima, que aparece na Receita Federal como proprietário da empresa. Ambos rechaçam, porém, que tenham cometido alguma irregularidade.

“Está tudo legal. Vencemos a licitação e, mesmo a frota locada não sendo nossa, o serviço tem sido prestado através dessas subcontratações”, disse o empresário, no início deste ano.

Além de Maninho, pelo menos outros prefeitos maranhenses são investigados pelo Ministério Público por contratos com a Ipiranga Empreendimentos: Albérico Filho (Barreirinhas), Ruivo (Cantanhede) e Magno Teixeira (Presidente Juscelino).

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Author: Redação Tuntum

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