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Zé Inácio é suspeito de usar empresa da prima para lavar dinheiro desviado do Incra

Novos documentos do dossiê intitulado “Da fraude no Incra ao mensalão da Fapema” — vazados por uma fonte anônima ao site e publicados em parceria com vários blogs —, mostram que o deputado estadual José Inácio Sodré Rodrigues, o Zé Inácio (PT), é suspeito de utilizar uma empresa de uma mulher que seria sua prima para lavar dinheiro supostamente desviado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no período em que o parlamentar atuou como superintendente do órgão agrário no estado.

O dossiê com farto material probatório tem um pacote de documentos que inclui contratos, fotos, vídeos, áudios e cópias de processos contra o parlamentar. O site passou a publicar a série de reportagens com base no farto acervo.

Um dos dados que consta no dossiê e chamou a atenção da reportagem é um documento com a assinatura de Zé Inácio que foi usado para aprovar convênio de R$ 2 milhões, com a Prefeitura de Santa Rita, visando melhorias de estradas vicinais dos povoados do circuito quilombola no município.

Um dos dados que consta no dossiê e chamou a atenção da reportagem é um documento com a assinatura de Zé Inácio que foi usado para aprovar convênio de R$ 2 milhões, com a Prefeitura de Santa Rita, visando melhorias de estradas vicinais dos povoados do circuito quilombola no município.

Com base nas informações do dossiê, a reportagem apurou que na época, a Novo Horizonte tinha como sócia uma mulher identificada por Gisele Pinho Soares, que seria esposa ex-vereador Ivo Gomes da Silva – pai do atual vereador Ivo André (PDT). Além do Incra, a empreiteira também mantinha vários contratos com a Prefeitura da cidade. Na época, o município era comandado pelo prefeito Antônio Candido Santos Ribeiro, o Tim (PRB).

Naquele período, a empreiteira prezava pela discrição. Em vez de grandes galpões, repletos de máquinas e entra-e-sai de operários, a construtora tinha como sede o imóvel funcional onde mora o ex-parlamentar, na Avinda General Rivas, 235, Letra B, Bairro da Liberdade, em Santa Rita, o que contrariava a Lei Orgânica do Município e o Regimento da Câmara.

Por causa de uma série de irregularidades constadas nesse e em outros convênios, Zé Inácio acabou virando réu em uma ação penal na Justiça Federal do Maranhão. Enquanto o petista tenta explicar à justiça as irregularidades em sua gestão à frente do Incra, nos próximos dias devem pipocar ainda mais denúncias de desvio de verbas públicas que deveriam beneficiar assentamentos.

No município santa-ritense, as obras de recuperação de 71,00Km de estradas vicinais nos PA’s, sequer chegaram a ser realizadas, ou foram iniciadas e paralisadas, após a liberação de recursos, conforme imagens contidas também no dossiê. A denúncia contra o parlamentar, feita no dia 09 de novembro de 2012 pelo procurador da República no Maranhão, Flauberth Martins Alves, foi aceita pelo juiz titular da 1ª Vara Federal Criminal, juiz Roberto Carvalho Veloso, no dia 09 de setembro de 2013, após ratificação do Ministério Público Federal (MPF) maranhense.

Antes da assinatura desse convênio com vários indícios de irregularidades, Zé Inácio chegou a ser alvo da operação “Capitanias Hereditárias/Donatários”, no fim de fevereiro de 2011, que conseguiu revelar desvios de verbas federais de R$ 150 milhões no órgão agrário.

Além da suspeita de utilização da empresa da prima para lavagem de dinheiro no Incra, o dossiê mostra uma relação perigosa do parlamentar com o pastor Ivo, de Açailândia; e o Instituto Ebenezer. As denúncias de irregularidades podem motivar uma série de processo que podem culminar com a prisão e cassação do líder do PT na Assembleia. É aguardar!

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